
O conhecimento védico é eterno e foi transmitido ao semi deus Brahma no alvorecer da criação do universo. Brahma instrui o sábio Narada, cujas percepções aparecem ao longo dos vedas, que por sua vez instruiu Vyasadeva que compilou este conhecimento em 4 livros : Rig Veda [mais antigo, contem hinos, poesias, orações de adoração a divindades]; Ayurveda, actos de culto, rituais feitos aos deuses; Samaveda serviam para os sacerdotes no desempenho dos seus rituais; Atharvaveda, o mais actual, trata de matérias do quotidiano [alquimia, astrologia, arquitectura..]
Em seguida, Vyasadeva escreveu as escrituras explicativas dos vedas – Vedantasutra, Mahabharate [onde está contido o Bhagavad-gita, essência dos vedas], os upanishads e 18 puranas (comentários romanceados sobre os vedas, dos quais o que narra a vida de Krishna).
A meta do pensamento védico é conduzir à verdade absoluta, cujo reconhecimento leva á libertação. O Bhagavad-gita descreve o conhecimento de como chegar à auto realização e buscar a verdade absoluta, através dum diálogo entra Krishna e Arjuna (seu discípulo guerreiro) em pleno campo de batalha. Arjuna representa o papel de uma alma confusa sobre seu dever, e recebe iluminação directamente do Senhor Krishna, que o instrui na ciência da auto-realização.
O Bhagavad-gita é a essência do conhecimento védico da Índia e um dos maiores clássicos de filosofia e espiritualidade do mundo. Bhagavad-Gîtâ, o Canto Divino, assim chamado por conter as palavras de Krishna, a divindade encarnada, e por ensinar o homem a elevar-se acima da consciência humana, até uma consciência divina superior, realizando desta forma na Terra o reinado dos céus.
É sobre este texto tão importante na filosofia da Índia que António Borges após meditação, tece considerações e discussões aos domingos, às 18h aqui no estúdio na Malveira da Serra.
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